Case de Vida Útil do Protetor Auricular

Case de Vida Útil do Protetor Auricular

Hoje vamos apresentar um estudo realizado em uma indústria brasileira com amostras de protetor auriculares tipo plugue de silicone, tamanho médio.

Foram realizados ensaios com 80 protetores auriculares com variados tempo de uso:

Grupo 1: protetores novos (20 protetores);
Grupo 2: protetores com 1 a 3 meses de uso (20 protetores auriculares);
Grupo 3: protetores com 4 a 6 meses de uso (20 protetores auriculares);
Grupo 4: protetores com 12 a 14 meses de uso (20 protetores auriculares.

 

Os resultados dos ensaios dos 4 grupos pode ser observado na figura 1.

Figura 1: resultados NRRsf

Pode-se observar que o Grupo 1 possui maior valor de atenuação de ruído que os demais, como já era esperado, pois são novos e não sofreram desgaste com tempo de uso. O Grupo 4 (12 a 14 meses de uso) foi o que obteve menor valor de atenuação de ruído, o que já era esperado, visto que apresenta desgastes físicos visíveis.
O Grupo 2 (12dB) e 3 (13dB) observa-se uma diferença de 1dB, esta pequena diferença também considera-se esperada pois ambos apresentam através de inspeção visual, desgastes físicos e homogêneos.

Algumas conclusões importantes:
• Na realização dos ensaios de atenuação de ruído pelo método B (colocação pelo ouvinte) pode ocorrer uma amplificação do ruído em vez de atenuação devido a inexperiência do ouvinte na colocação do protetor auricular e/ou movimentação da cabeça;
• O método B, apesar de ser o método para ensaio de atenuação de ruído que mais se aproxima da situação real, apresenta alto desvio padrão nas atenuações por ser um método subjetivo;
• Este tipo de protetor apresentou, quando novo uma atenuação de 17dB e ao logo do tempo foi diminuído a sua atenuação de ruído, chegando ao final dos 14 meses com uma diminuição de aproximadamente 8dB.

O LAEPI é o único laboratório Acreditado pela Cgcre do Inmetro e credenciado pelo MTE para realizar ensaios de atenuação de ruído de protetores auditivos com a norma ANSI S12.6-2008, conforme requisitado na NR-06 e especificado no Anexo II da Portaria MTE Nº 452 de 20 de novembro de 2014.

Através desses ensaios, a área de segurança do trabalho conhecerá a atenuação do ruído que o protetor auricular (PA) fornece; poderá prever a periodicidade de troca dos protetores auditivos e assim diminuir custos com a aquisição adequada de PAs; terá ainda um relatório técnico com certificação RBLE (Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio) da CGCRE/INMETRO que pode ser utilizado em sustentação legal junto aos órgãos públicos.

Para saber mais sobre esse tema, adquira já o livro Protetores Auditivos do maior especialista na área Prof. Samir Gerges através do e-mail: laepi@laepi.com.br

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