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Dosimetria de Ruído Convencional x Dosimetria MIRE

Nós já sabemos que a exposição à ruídos elevados por prolongados períodos de tempo pode levar a perda auditiva permanente, assim a perda auditiva induzida por ruído é causada por uma combinação de dois fatores: o nível de ruído (pressão sonora) e o tempo de exposição.

Hoje a legislação brasileira exige que seja realizado levantamento quantitativo em campo para determinar os níveis de exposição ao ruído e verificar se os ambientes em que estes colaboradores exercem suas funções são salubres ou não em termos de exposição ao ruído.

Técnicas de Medição de Ruído: dosimetrias

As dosimetrias de ruído podem ser realizadas através de dois métodos.

1.Técnica convencional: o microfone é instalado na lapela da roupa do colaborador e o aparelho fica pendurado no colaborador com uma bolsa tiracolo, sendo possível medir a exposição ao ruído daquele colaborador.

2. Técnica do mini microfone (MIRE): utilizamos a norma ISO 11.904-1 – Determination of sound immission from sound sources placed close to the ear (Determinação de sons emitidos por fontes sonoras colocadas próximo ao ouvido). Nessa metodologia são utilizados, além do microfone na lapela e o equipamento a tira colo, um mini microfone de alta precisão instalado no canal auditivo do colaborador. Esta técnica é considerada de alta precisão por medir diretamente no ouvido do colaborador, permitindo verificar o quanto de ruído chega no ouvido do trabalhador usando protetor auditivo tipo plugue ou concha.

O LAEPI realiza medições de dose de exposição ao ruído desde 2012 conforme a norma ISO 11.904-1:2002, com o mini microfone (técnica MIRE), uma vez que buscamos oferecer o serviço utilizando da mais alta tecnologia e precisão aos nossos clientes. Nosso pessoal técnico é altamente qualificado sob a supervisão do Prof. Samir N. Y. Gerges, Ph.D.

Ficou interessado? Entre em contato conosco!

(48) 3232-8023

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Ruído Ocupacional e Aposentadoria Especial

Você sabia que a exposição ao ruído acima do limite de tolerância pode caracterizar aposentadoria especial, mesmo com o uso do EPI protetor auditivo? A IN 128 diz que a declaração do empregador no PPP, sobre a eficácia do protetor auditivo, não descaracteriza o enquadramento como atividade especial para fins de aposentadoria. Ou seja, a empresa deverá recolher alíquota de 6% do salário dos trabalhadores que estão expostos ao ruído acima do limite de tolerância.

Seguindo a NR 01, a empresa deverá adotar medidas de prevenção que visam eliminar, reduzir ou controlar o risco ruído no ambiente de trabalho. Ou seja, é preciso definir medidas de proteção coletiva, medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho e, por fim, a utilização do EPI, conforme essa ordem.

Desta forma, a empresa deve primeiramente buscar eliminar, controlar e/ou reduzir o ruído, isso é possível através do mapeamento e identificação das fontes de ruído. Só assim, tendo identificado as máquinas e equipamentos e sua contribuição será possível buscar a redução do ruído na fonte, atendendo a hierarquia de controle da NR 01.

Através do Mapeamento e Identificação das Fontes de Ruído é possível estabelecer o Projeto Estratégico de Controle de Ruído, com plano de ação e possibilidades de soluções para reduzir o ruído nas fontes identificadas, através de medições por banda de frequência.

Para os casos em que é preciso ainda assim utilizar o EPI para neutralizar o risco ruído, existe a possibilidade de realização de Dosimetrias com a Técnica MIRE para comprovar a eficácia do protetor auditivo, onde é instalado além do microfone na lapela ou ombro, também um mini microfone no canal auditivo. Assim é possível quantificar o nível do ruído durante a jornada de trabalho e utilizando o EPI protetor auditivo (seja tipo plugue ou concha). A dosimetria com a técnica MIRE, é hoje a maneira mais robusta de se obter evidências técnica da eficácia do protetor auditivo.

Essas são algumas das possibilidades de evidências técnicas que podemos desenvolver como solução para as questões previdenciárias e trabalhistas.


Hoje, o LAEPI é o único laboratório acreditado no Brasil para realizar ensaios de atenuação de ruído em protetores auditivos com mais de 12 anos na área de ruído ocupacional.
Quer saber mais?

Entre em contato:
Instagram: @laepi_lab
WhatsApp: (48) 9 8827-8255

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Vamos falar sobre eficácia de protetor auditivo?


O Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 664.335 do STF, consta que apenas declarar, no caso de trabalhadores expostos ao ruído acima de 85dbA, no PPP sobre o uso do protetor auditivo não é o suficiente, ou seja, não descaracteriza o tempo de serviço para aposentadoria especial. Assim, nos casos onde a exposição ao ruído é superior ao limite de tolerância mesmo o trabalhador fazendo uso do protetor auditivo, apenas registrar que o colaborador faz o uso do equipamento não neutraliza a exposição ao ruído.


Porém, no Julgamento o STF declara que “o direito à aposentadoria especial pressupõe a efetiva exposição do trabalhador a agente nocivo à sua saúde, de modo que, se o EPI for realmente capaz de neutralizar a nocividade não haverá respaldo constitucional à aposentadoria especial”.
Atualmente temos visto a Receita Federal realizando a cobrança de 6% sobre a folha dos empregados expostos ao ruído acima do limite através do FACET – Financiamento da Aposentadoria por Condições Especiais do Trabalho. Assim, através do eSocial, o qual as empresas devem declarar a exposição aos agentes nocivos de seus empregados, a RF tem acesso as empresas que possuem exposição ao ruído acima do limite permitido, podendo então realizar a cobrança do FACET.


Nos últimos 3 anos tivemos contato com diversas empresas de setores de alimentos, frigoríficos, metalúrgicas, automotivas, entre outras, as quais infelizmente não foram vitoriosas no recurso administrativo, necessitando recorrer ao Judiciário para pleitear a neutralização do agente físico ruído através dos protetores auditivos.
Nesse aspecto, pela nossa experiência e trabalhos já realizados, é possível uma defesa embasada tecnicamente com evidências contendo:
• Avaliação da eficácia do protetor auditivo em campo
• Avaliação da vida útil do protetor auditivo em laboratório acreditado pelo INMETRO
• Projeto estratégico de controle de ruído na fonte, contendo, quando necessário inviabilidade técnica da aplicação de medida coletiva.


Essas são algumas das possibilidades de evidências técnicas que podemos desenvolver como solução para as questões previdenciárias e trabalhistas.


Hoje, o LAEPI é o único laboratório acreditado no Brasil para realizar ensaios de atenuação de ruído em protetores auditivos com mais de 12 anos na área de ruído ocupacional.
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